Consórcio vai dar ROI ou ruim?
21 de agosto de 2026

Entenda de um jeito simples o que é ROI e veja, com números reais, quanto você pode lucrar vendendo uma carta de crédito contemplada. Descubra por que quanto mais rápido a contemplação, maior o retorno, e por que existe um mercado gigante de cartas contempladas no Brasil. No final, entenda por que consórcio não é investimento, mas sim a ferramenta que pode gerar um.
Consórcio vai dar ROI ou ruim?
Se você não sabe o que é ROI, provavelmente só ficou pensando que ia dar ruim mesmo. Calma que a gente explica tudo do jeito mais simples possível, sem economês, pra você entender de verdade se vale a pena ou não.
Primeiro, o que é ROI
ROI é uma sigla que vem do inglês, Return On Investment, que em português quer dizer Retorno Sobre Investimento. Traduzindo pra linguagem de rua: quanto dinheiro voltou pra você depois de investir em alguma coisa.
Um exemplo bem simples pra fixar a ideia. Imagine que você compra doces por R$ 100 pra revender numa festa. No final do dia, você vendeu tudo e faturou R$ 150. Seu lucro foi de R$ 50. Pra calcular o ROI, você pega esse lucro e divide pelo valor que você investiu no começo, e depois multiplica por 100 pra virar porcentagem. Nesse caso, R$ 50 dividido por R$ 100 dá 0,5, ou seja, 50% de ROI. Você recebeu de volta metade a mais do que investiu.
Guarda essa lógica na cabeça, porque agora a gente vai aplicar ela no consórcio.
Trazendo pro consórcio: o exemplo prático
Vamos imaginar que você decide adquirir uma carta de crédito de consórcio com o objetivo de vender ela depois de contemplada. Aqui vão os números do exemplo:
Carta de crédito de R$ 100.000,00
Parcela especial de R$ 347,90
Vamos supor que essa carta contemplou em 36 meses. Isso significa que você pagou, ao longo desse tempo, o valor de R$ 12.524,40 (são 36 parcelas de R$ 347,90).
Depois de contemplada, você recebe uma proposta e vende essa carta por 25% do valor do crédito, o que dá R$ 25.000,00.
Agora vamos calcular o ROI
Você colocou R$ 12.524,40 e recebeu R$ 25.000,00 na venda.
Pega a calculadora: R$ 25.000,00 menos R$ 12.524,40 é igual a R$ 12.475,60 de lucro.
Agora divide esse lucro pelo valor investido: 12.475,60 dividido por 12.524,40, multiplicado por 100.
Seu ROI nesse cenário é de aproximadamente 99,6%. Ou seja, você quase dobrou o valor que colocou.
E se contemplar mais rápido, o ROI aumenta
Esse é o pulo do gato. Quanto menos tempo você levar pra ser contemplado, menos parcela você paga até lá, e o lucro em cima de um valor menor investido faz o ROI disparar. Veja os exemplos, mantendo a mesma venda de R$ 25.000,00.
ROI em 24 meses: você pagaria R$ 8.349,60 em parcelas. O lucro seria de R$ 16.650,40. O ROI fica em torno de 199%.
ROI em 18 meses: você pagaria R$ 6.262,20 em parcelas. O lucro seria de R$ 18.737,80. O ROI fica perto de 299%.
ROI em 12 meses: você pagaria R$ 4.174,80 em parcelas. O lucro seria de R$ 20.825,20. O ROI passa dos 498%.
Percebeu o padrão? Quanto mais rápido a contemplação, menor o valor investido até lá, e maior o retorno percentual em cima daquele dinheiro.
Por que existe um mercado gigante de cartas contempladas
Você já deve ter se perguntado por que tanta gente entra em consórcio só pra vender a carta depois de contemplada, sem nem pensar em usar o crédito. A resposta é simples: o sonho de sair do aluguel é gigante no Brasil, e uma carta contemplada é justamente isso, crédito pronto pra usar na hora, sem precisar esperar sorteio nem lance.
Isso cria demanda de verdade. Quem precisa do imóvel ou do carro com urgência está disposto a pagar mais por uma carta já contemplada do que esperaria pagando desde o início do próprio plano. É por isso que essas cartas costumam ser vendidas a partir de 20% do valor do crédito, podendo chegar a 50%, dependendo da urgência de quem está comprando e das condições daquele momento.
Então, ROI ou ruim?
Como você viu nos números, o consórcio, quando usado com esse tipo de estratégia, pode gerar um retorno bem interessante sobre o que foi investido. Mas atenção pra um detalhe importante: consórcio não é investimento. Por lei, ele não pode ser vendido nem apresentado dessa forma, porque é regulado como uma modalidade de aquisição de bens, e não como produto de investimento financeiro.
O que existe, de fato, é o consórcio funcionando como ferramenta, como o meio pelo qual você chega até um resultado financeiro parecido com o de um investimento. A carta de crédito é o instrumento, e o que você faz com ela, seja vender com lucro, comprar um imóvel para alugar, ou usar em qualquer uma das inúmeras possibilidades que ela proporciona, é que determina se o resultado final vai dar ROI ou não.
Se você quer entender como estruturar uma carta de crédito pensando especificamente em retorno financeiro, com uma estratégia adequada ao seu objetivo, fale com um consultor especializado. Ele vai te explicar direitinho como transformar essa ferramenta no melhor ROI possível pro seu bolso.
ROI significa Retorno Sobre Investimento e mede o lucro obtido em relação ao valor investido. Aplicado ao consórcio, uma carta de crédito de R$ 100.000 contemplada em 36 meses, com parcela de R$ 347,90, representa um investimento de R$ 12.524,40. Vendendo essa carta por 25% do valor do crédito, R$ 25.000,00, o ROI fica próximo de 99,6%. Quanto menor o tempo até a contemplação, maior o ROI, podendo ultrapassar 400% em contemplações mais rápidas. O consórcio não é considerado investimento por definição regulatória, sendo classificado como modalidade de aquisição de bens, mas funciona como ferramenta para gerar resultados financeiros semelhantes aos de um investimento.
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